Três
mil famílias correm o risco de despejo em São Bernardo
A liminar de reintegração de posse
foi suspensa, O terreno, ocupado em 19 de julho, estava abandonado. A função social da terra, estabelecida pela Constituição de 1988, não estava sendo cumprida. A empresa alemã Volkswagen, que possui o título de propriedade da área, deveria construir ali um projeto de geração de renda e emprego. Em vez disso, para piorar a situação dos trabalhadores, a empresa anunciou recentemente o corte de 4 mil funcionários. As famílias pretendem fazer valer o seu direito de moradia, garantido pela Constituição de 1988 e pela Carta de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU). O movimento conta com o apoio de sindicatos da região, centrais sindicais, entidades nacionais e internacionais de direitos humanos, movimentos estudantis e outras entidades da sociedade civil organizada. Reivindicamos que o poder público abra negociações e discuta com a sociedade uma política habitacional que atenda os interesses da população desempregada e sem moradia. Queremos que o poder público determine que a área seja destinada a um projeto de moradia, por meio de um DECRETO DE UTILIDADE PÚBLICA. Queremos TETO e TRABALHO! |